Depoimentos


 

Silene Bertassi

Aprender a ler não foi um desafio pra mim. Me lembro dos meus primeiros anos escolares e das leituras simples da cartilha "Caminho Suave". Mas foi na 5a. série que despertei para a Leitura. Li dezenas de livros da coleção "Vagalume", dentre eles me recordo da coleção O cachorrinho Samba e as avemturas de Xisto.Me lembro que não tínhamos muitos livros em casa então, nas férias, acabava lendo os livros mais complexos de Literatura Brasileira como "O tronco do Ipê" e "A Moreninha", que meus pais compravam para minhas irmãs que já estavam no Colegial. Na minha adolescência, escrevi alguns diários e ao ler o depoimento de Marilena Chauí, me lembrei dessa fase da minha vida: "A leitura traz descobertas sobre nós mesmos, os outros e a realidade." A habilidade de escrever na minha adolescência me permitia registrar momentos importantes, difíceis e felizes no meu diário. Lendo minhas anotações, eu procurava compreender meus sentimentos antagônicos e diversos, muito comuns da adolescência. Por isso, acredito que a leitura também ajudou-me a vencer conflitos internos e a amadurecer. Me lembro também de uma professora de História do Ensino Médio que me fez aprender a gostar dessa disciplina. Uma das maiores contribuições dela para minha experiência leitora foi a colocação do jornal como material diário de leitura. Já na fase adulta, a leitura passou a ser mais direcionada à minha profissão. Hoje, leio com menos intensidade mas com o mesmo prazer de sempre.

 
Silvia Torolho

Sou de família humilde, meus pais passaram poucos anos na escola, mas sempre me incentivaram a estudar.
Meu percurso escolar aconteceu nos anos 80, em escolas estaduais na periferia de São Paulo. Sempre li o necessário para ser uma boa aluna, ou seja os conteúdos dos livros didáticos. Não tive incentivo por outras leituras em casa e na escola lembro de ter lido "A menina da bolsa amarela" e "O menino do dedo verde".
No ensino médio li os resumos dos livros que caiam no vestibular e nem lembro mais. Já a escrita estava presente, pois sempre gostei de resumir toda matéria passada pelos professores para estudar e fazia também anotações durante as aulas. Meu diário e agenda também eram caprichados, registrava tudo que acontecia e pensamentos.
Os anos se passaram e eu continuei lendo para estudar.
Quando já era professora, vi um livro com uma amiga e fiquei curiosa, era "O senhor dos anéis". Ela, uma professora de língua portuguesa,  me orientou a ler "Hobbit". Essa amiga me emprestou vários outros livros e assim passei a gostar de ler ficção. Mas atualmente leio qualquer livro que desperte curiosidade e prenda minha atenção. Minha próxima leitura por prazer será "O guardião do tempo".
A leitura é algo necessário na vida de todos nós... Mas bom mesmo é ler por prazer, é ficar preso dentro de um livro e só sair quando a história acaba!

Simeire Rezende

A experiência que mais me marcou foi quando eu comecei aprender a ler e a escrever antes mesmo de ir para a escola, pois quem começou a me alfabetizar foi minha mãe que era professora primária.
No começo ela não queria me ensinar, pois dizia que o correto era esperar entrar na escola e aprender junto com os colegas. 
Mas como em minha casa havia muitos livros e eu observava minha irmã mais velha lendo e escrevendo, não teve jeito: minha mãe teve que começar a me alfabetizar e me ajudou a escrever e ler minha primeira palavra. 
Foram momentos muito marcantes para mim.

Depois da experiência que tive em casa antes mesmo de ir à escola, o que ficou também bastante marcado para mim foi quando estava no primário e tive uma professora que sempre recomendava um livro para os alunos lerem e, depois de alguns dias, ela colocava todos os alunos em círculo e pedia para alguns contarem a história do livro, ou seja, cada um contava uma parte da história.

Foi uma experiência muito enriquecedora, pois, mesmo sendo a mesma história, cada aluno interpretava do seu jeito, ou seja, dentro da realidade de cada um.


  Silvia Renata Pasini

Meu primeiro contato com a leitura foi com a cartilha Caminho Suave, embora não seja um livro literário e sim uma cartilha de alfabetização, me encantava e fazia sonhar. São inesquecíveis as historinhas do P da pata, o T do tatu e o Z da zabumba. Gostava muito de repetir as historinhas, lia na escola e em casa para meus irmãos mais velhos, pois eles sempre me pediam para ler, para assim poder participar do meu aprendizado.
O primeiro livro que li foi “Os Três Porquinhos”, não me esqueço do lobo mau, personagem que me acompanhou por um longo tempo como se fosse real, tinha medo que viesse assoprar a minha casa e ela desmoronasse. 
Hoje, depois de várias experiências, ficou claro para mim que a leitura é necessária para todos, mas tem de ser trabalhada para que seja absorvida de forma construtiva. Tenho para mim, que a leitura faz diferença àqueles que dedicam parte do seu tempo com leituras diversificadas, por isso, incentivo meus alunos a lerem e a serem críticos quando fizerem alguma leitura.

O professor que lê desperta o interesse em seu aluno, caso contrário, não terá sucesso no caminho de incentivá-los à leitura, a não ser que traga este incentivo de casa. Para concluir, acredito que mesmo com tanta tecnologia, a leitura e a escrita jamais serão substituídas.

 Tatiana Cristina de Gênova

Desde pequena gosto de ler. Lembro que na escola, sempre frequentava a biblioteca, gostava de ler aqueles livrinhos de romance, depois passei a gostar de gibis. Fiz coleção de gibis da Turma da Mônica. Lembro que minha mãe comprou, certa vez, uma coleção de livrinhos que contava historinhas com animais. Tenho eles até hoje. Quando eu tinha 16 anos e estava no 2º ano do Ensino Médio uma professora de Biologia sempre falava dos livros que lia e toda aula ela levava algum trecho para ler junto com a sala. Ela falava muito sobre curiosidades de animais, sua aula era muito dinâmica e diferente e, por ela ser assim, acabei gostando também da Biologia. Escolhi fazer faculdade de Biologia por causa dela e hoje percebo como é importante a influência, no bom sentido, que nós professores temos sobre nossos alunos. 

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